Como muitos outros, a idéia de escrever este artigo surgiu de alguns diálogos com alguns alunos e amigos. Conversávamos sobre os cursos que alguns tinham e que pretendiam fazer, e não foi difícil perceber que, muitos deles, eram de áreas totalmente diferentes, e alguns nem se importavam tanto com a preparação para futuras colocações profissionais, já que estavam satisfeitos com os atuais empregos e isso lhes bastava. Estavam na zona de conforto.

Fico preocupado, pois em um mundo em constante evolução/competição o relaxamento quanto à preparação profissional pode causar sérios problemas futuros.

Alguns reclamam que já fizeram cursos diversos, mas que não conseguem enquadrar-se ao setor sobre o qual estudaram durante tal período e que, por isso, acabaram optando por outras áreas, e depois outras, e assim por diante. O fato é que este é um erro grave, pois, ao invés de aprofundarem seus conhecimentos em uma área específica, podendo tornar-se referencia, eles mudam de área e começam a adquirir conhecimentos de áreas bem diferentes. Logo aquele conhecimento adquirido no primeiro curso torna-se defasado ou é esquecido pela falta de prática, e se tem a sensação de prejuízo, e talvez de fato seja.

Não estou dizendo com isso que não devemos adquirir conhecimentos de áreas diferentes, mas que devemos ter uma área escolhida como foco e buscar o máximo de especialização nesta área. Por exemplo; alguém que tem cursos e habilidades em informática, instrução de mergulho e corte e costura dificilmente conseguirá empenhar em um único emprego todas estas habilidades, mas se esse candidato houvesse focado em uma das áreas, poderia galgar um cargo melhor, onde conseguiria seu emprego, ou seja, se tivesse focado em determinada área.

Acho interessante quando vejo pais perguntando a seus filhos o que eles pretendem “ser quando crescerem” referindo-se a profissão. É difícil encontrar uma criança que não tenha uma resposta na ponta da língua por mais surpreendente que ela seja, mas não se vê tanta facilidade quando se faz uma pergunta parecida a um jovem ou adulto. Isso acontece por falta de um bom plano de carreira.

Um plano de carreira pode ser definido como série de passos que se deve seguir para alcançar determinada meta de carreira que se tenha proposto, e pode fazer a diferença entre obter o sucesso profissional ou ser apenas mais um no mercado de trabalho. E pode ser feito através de alguns passos simples:

1 Sonhe – Não se refere à auto-ajuda, mas é uma parte fundamental do plano de carreira. Tente imaginar-se daqui a 5 anos, como gostaria de estar? Em que situação profissional? Em qual profissão?  As respostas para perguntas como estas o ajudarão a traçar um objetivo.

2 Autoanálise – Refere-se à parte do levantamento de suas habilidades, pontos fortes e o que precisa ser melhorado em você. Gosta de trabalhar em equipe? É capaz de trabalhar sob pressão? Gosta de lidar com o público? Nesta etapa, você também pode fazer uso de testes como os vocacionais, que poderão ajudá-lo a encontrar suas preferências.

3 Estude as profissões – Nesta etapa você poderá analisar as áreas que podem ter sido descobertas nos dois primeiros passos. Você pode, e deve, fazer uma análise para conhecer melhor o mercado das profissões escolhidas, em quais delas suas habilidades se encaixam melhor, custos, o que você precisaria mudar para adaptar-se em determinada profissão, e se é viável.

Um guia de profissões será de grande ajuda nesta etapa. A partir daí, você já poderá traçar um objetivo claro.

4 Estipule prazos e métricas para que você possa acompanhar o andamento de seu planejamento, custos, etc.

Lembro ainda que o plano de carreira pode, e deve ser consultado e atualizado com freqüência, para que o mesmo não fique defasado.

Boa sorte e sucesso a todos!